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Contratei um Contabilista no Primeiro Dia. Foi um Erro.

Paguei 150€ por mês durante quase um ano por algo que podia fazer em 15 minutos. Aqui está o que aprendi — e quando um contabilista realmente faz sentido.

Contratei um Contabilista no Primeiro Dia. Foi um Erro.

Quando abri atividade, fiz o que toda a gente me disse para fazer: contratei logo um contabilista.

“É mais seguro.” “Não te metes em sarilhos.” “Não percebes nada disto.”

Paguei 150€ por mês durante onze meses. Fiz as contas agora: 1.650€.

Ao fim de um ano, percebi que o contabilista estava a fazer essencialmente três coisas por mim:

  1. Reencaminhar emails do Portal das Finanças
  2. Lembrar-me das datas de entrega das declarações trimestrais
  3. Preencher formulários que eu próprio podia preencher

Não estou a dizer que foi incompetente. Estava a fazer exatamente o que eu lhe pedi. O problema era eu — não percebi que, no regime simplificado, grande parte do trabalho contabilístico foi deliberadamente eliminada pelo Estado.

O que o regime simplificado realmente simplifica

O regime simplificado existe precisamente para que os trabalhadores independentes com faturação abaixo de 200.000€ anuais não precisem de contabilidade organizada (a que as empresas fazem).

No regime simplificado:

  • Não há balanços, não há demonstrações de resultados
  • O lucro tributável é calculado automaticamente: a maioria dos serviços aplica um coeficiente de 0,75 ao valor faturado
  • As obrigações são trimestrais (IVA e SS) e anuais (IRS) — formulários padronizados

Era para ser simples. E é simples.

O que eu precisava não era de um contabilista. Era de uma lista de datas e um bom software de faturação certificado.

O que o contabilista estava a fazer — e o que eu estava a pagar

Analisei os emails dos onze meses. O trabalho real era:

TarefaFrequênciaTempo estimado
Declaração trimestral de IVA4× por ano15 min cada
Declaração trimestral de SS4× por ano10 min cada
Declaração anual de IRS1× por ano45 min
Respostas a dúvidasOcasional

Total de trabalho técnico real: menos de 3 horas por ano.

Estava a pagar 1.650€ anuais por 3 horas de trabalho — na maioria preenchimento de formulários padronizados.

Quando um contabilista realmente faz sentido

Isto não é uma crítica à profissão. Há situações em que um contabilista é essencial:

  • Faturação acima de 200.000€ — passa para contabilidade organizada obrigatoriamente
  • Atividades mistas (serviços + produtos) com coeficientes diferentes
  • Situações fiscais complexas — imóveis, heranças, rendimentos no estrangeiro
  • Empresas (Lda., SA) — fora do âmbito do trabalhador independente em regime simplificado
  • Se não tens mesmo tempo — 150€/mês pode ser um investimento válido para alguns perfis

Mas se és um freelancer normal em regime simplificado a faturar entre 10.000€ e 150.000€ por ano? Provavelmente não precisas.

O que mudei

Cancelei o contrato com o contabilista. Contratei um software de faturação certificado pela AT. Dediquei duas horas a perceber as datas e os formulários.

A diferença no primeiro trimestre:

  • Declaração de IVA: 18 minutos (fiz eu, pela primeira vez)
  • Declaração de SS: 12 minutos
  • Sentimento: surpresa genuína pelo quão simples era

O dinheiro poupado no ano seguinte: 1.650€. Que reinvesti no negócio.

Atenção: Há uma diferença importante entre “não precisar de contabilista” e “não precisar de perceber a tua situação fiscal”. Mesmo sem contabilista, precisas de saber as datas, os valores e as regras básicas. A ignorância não protege de coimas.

A lição que eu gostava de ter tido antes

O regime simplificado foi desenhado para ser acessível a qualquer pessoa. Não requer formação em contabilidade. Requer organização e as ferramentas certas.

Contratei o contabilista por medo do desconhecido — não porque a situação fosse complexa. Se tivesse dedicado 3 horas a perceber como funciona o sistema, teria poupado quase 2.000€ no primeiro ano.

Não me arrependo de ter aprendido. Arrependo-me de ter esperado tanto tempo.

✅ Em resumo

  1. O regime simplificado foi criado para ser gerido sem contabilista. Se a tua faturação é abaixo de 200.000€ e só tens rendimentos de trabalho independente, as obrigações são simples e padronizadas.

  2. Avalia o que estás realmente a pagar. 150€/mês = 1.800€/ano. Se o teu contabilista está essencialmente a lembrar-te de datas e preencher formulários, considera se isso faz sentido.

  3. Com o FIZ as declarações trimestrais de IVA e SS são submetidas automaticamente — sem contabilista, sem surpresas, com Escudo Fiscal incluído.

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