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Como Receber Pagamentos como Freelancer: Transferência, MB Way, PayPal e o Resto

Transferência, MB Way, PayPal, Wise, dinheiro — tudo é legal. O que importa mesmo é emitir sempre fatura. Guia completo com as regras e os limites.

Como Receber Pagamentos como Freelancer: Transferência, MB Way, PayPal e o Resto

O cliente quer pagar por PayPal. Outro prefere MB Way. Um terceiro diz que só tem dinheiro. E tu perguntas: “Tudo isso é legal?”

Sim. Podes aceitar qualquer um destes métodos. O que nunca podes deixar de fazer — independentemente de como te pagam — é emitir fatura.

Transferência bancária — o clássico

O método mais comum em Portugal para serviços a empresas. O cliente pede o teu IBAN, faz a transferência, e o dinheiro chega em 1-2 dias úteis (ou no mesmo dia se for do mesmo banco).

Como funciona:

  1. Emites a fatura no FIZ (ou outro software certificado)
  2. Envias por email ou WhatsApp com o IBAN incluído
  3. O cliente transfere
  4. Confirmas a recepção

Limpo, rastreável, nenhuma taxa. Ideal para projectos maiores e clientes empresa.

MB Way — para pagamentos rápidos

Revolucionou os pagamentos em Portugal. É instantâneo, gratuito, e praticamente toda a gente tem. Perfeito para valores até €2.500 (limite diário da maioria dos bancos).

Terminas o trabalho, emites a fatura no telemóvel, o cliente paga logo por MB Way. Em segundos o dinheiro está disponível.

PayPal e Wise — para clientes internacionais

Se trabalhas com clientes estrangeiros, estas plataformas são essenciais. Ambas são completamente legais em Portugal.

  • PayPal: comissões de cerca de 3-4% por transacção
  • Wise: comissões mais baixas (~0,5-1%), taxas de câmbio mais favoráveis

Importante para as declarações: declaras o valor total faturado — não o valor líquido após comissões. Se faturaste €1.000 e o PayPal reteve €35, declaras €1.000 na mesma.

Se prestaste serviços a empresas da UE, essas transacções entram na declaração recapitulativa. O FIZ detecta isso automaticamente quando crias a fatura com o NIF europeu do cliente.

Surpreende muita gente, mas receber em numerário é completamente legal. O limite estabelecido por lei é de €3.000 por transacção (Lei n.º 83/2017). Acima deste valor, a lei proíbe pagamentos em numerário.

Regras:

  • Emitir sempre fatura (no momento ou até 5 dias depois)
  • Máximo €3.000 por trabalho ou serviço
  • Depositar regularmente no banco

A regra de ouro: o método não muda nada

Seja qual for o método de pagamento — transferência, MB Way, PayPal, Wise, cheque, dinheiro — a obrigação de emitir fatura é sempre a mesma. E o tratamento fiscal é idêntico: se faturaste €1.000, declaras €1.000.

O método de pagamento nunca cancela a obrigação de faturação.

Os erros mais graves que freelancers cometem:

  • Não emitir fatura porque “o cliente não quer”
  • Achar que pagamentos por PayPal ou Wise “não são rastreáveis” — são
  • Receber dinheiro e não depositar nem registar

⚠️ As Finanças têm acesso a transferências internacionais através de acordos de troca de informação entre países. Declarar sempre é a única opção segura.

Como o FIZ regista tudo

No FIZ, o processo é o mesmo independentemente do método de pagamento:

  1. Crias a fatura (cliente, serviço, valor, IVA)
  2. Envias ao cliente por email ou WhatsApp
  3. Marcas como pago quando recebes
  4. O FIZ regista no bookkeeping e agrega nos totais do dashboard

As declarações trimestrais — IVA e Segurança Social — são calculadas sobre estes totais e, com o plano Auto, são submetidas automaticamente.

✅ Em resumo

  1. Todos os métodos são legais — transferência, MB Way, PayPal, Wise, dinheiro (até €3.000 por transacção). Não há método “preferido” do fisco — o que importa é a fatura.

  2. O método de pagamento não altera o tratamento fiscal — declaras sempre o valor total faturado, independentemente das comissões ou forma de recebimento.

  3. Com o FIZ tudo fica registado automaticamente — crias a fatura, recebes o pagamento, e o sistema agrega no teu bookkeeping e nas declarações trimestrais. Zero burocracia extra.

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