Setembro respondeu a uma pergunta que nos chega todas as semanas: quanto deste dinheiro é mesmo meu? O Painel abriu para todos com essa conta feita. As Finanças passaram a mostrar o que falta receber e pagar, os relatórios saem do chat de IA num clique, o FIZ passou a falar com o Claude e o ChatGPT, e os talões chegaram ao telemóvel, como prometido em agosto.
Painel: quanto é teu depois de impostos
O dinheiro entra na conta e parece todo teu. Só que uma parte já tem dono: o IVA do trimestre, o IRS do próximo verão, as contribuições. O Painel faz essa conta por ti. No topo está o valor livre depois de impostos: o que recebeste este ano menos o que deves guardar.
Logo abaixo, a reserva para impostos separa cada parcela. O IVA já apurado nas declarações entregues fica à parte do IVA que ainda está a acumular, e a Segurança Social aparece pela tua última declaração. A estimativa de IRS usa o coeficiente da atividade com que cada fatura foi emitida, já desconta a retenção na fonte e avisa-te se as despesas documentadas não chegam aos 15% exigidos.
Se estás isento pelo artigo 53.º, o Painel acompanha os dois limites que importam. Passar os 15.000 € de volume de negócios no ano acaba com a isenção a partir de janeiro. Passar os 18.750 € (125% do limite) acaba com ela de imediato, e tens 15 dias úteis para entregar a declaração de alterações. Se o teu rendimento chega com regularidade, o Painel estima por volta de que data atinges cada um. Se é irregular, mostra a margem que ainda tens, sem inventar datas.
O IVA do trimestre anterior que ainda falta pagar e o IUC dos teus veículos também entram na conta. Nas empresas, o Painel tem modo próprio, sem estimativa de IRS. Ao lado ficam o calendário dos próximos prazos, as faturas à espera de pagamento e o que tens por fazer.
Finanças: despesas, pagamentos e o que ainda falta
As despesas do e-Fatura saíram do ecrã próprio e estão agora em Finanças → Faturas e recibos, ao lado de tudo o resto, com um só catálogo de categorias. Cada fornecedor guarda a categoria que mais usas com ele, e quando classificas um documento o FIZ oferece-se para aplicar a mesma resposta aos restantes documentos desse fornecedor. Se trabalhas por conta própria no regime normal de IVA, vês ainda o IVA dedutível linha a linha e o IVA a pagar do período.
A parte nova mais útil está nos pagamentos. Cada documento mostra agora quanto já foi pago e quanto falta, ao cêntimo. Uma fatura paga em duas transferências liga-se às duas, e um pagamento que cobre várias faturas reparte-se por elas. Quando o FIZ encontra no banco o movimento que parece pagar uma fatura, a sugestão aparece no próprio documento, com Confirmar e Não corresponde.
Precisas de mandar tudo o que tens com um cliente ou fornecedor ao teu contabilista? No cartão dessa contraparte há agora um botão de exportação: só o relatório em Excel, ou o relatório com os ficheiros guardados no FIZ num ZIP.
Classificar despesas faz parte dos planos pagos. A associação de pagamentos e as exportações fazem parte das Finanças completas, nos planos Prime e MAX.
Segurança Social: o rendimento conta à data da fatura
Na declaração trimestral, a Segurança Social conta o rendimento à data da fatura, como no IRS, e não no dia em que o cliente paga. É o que diz a própria pergunta 18 das Perguntas Frequentes dos trabalhadores independentes. O FIZ seguia o pagamento e, a partir do terceiro trimestre de 2026, passou a seguir a regra.
Na prática, uma fatura emitida em setembro conta no terceiro trimestre mesmo que só a recebas em outubro. A declaração mostra-a numa lista própria, «Faturas contadas antes do pagamento», para não te apanhar de surpresa. As faturas antigas, emitidas antes da mudança, continuam a contar quando são pagas. Assim, nenhuma fica por declarar entre as duas regras.
As notas de crédito passaram a abater no mês do rendimento que anulam. Se esse rendimento foi declarado num trimestre anterior, o FIZ já não a desconta no atual: indica-te que trimestre corrigir e qual o caminho ainda aberto, seja a substituição, a entrega fora de prazo ou a declaração anual de janeiro.
Relatórios prontos no chat de IA
Em setembro, um cliente escreveu-nos a queixar-se de que só conseguia ver a faturação do ano inteiro, e não a do mês passado. Não foi o único: pedem-nos mapas de vendas para o contabilista, listas das faturas por receber, comprovativos para o banco. Agora, na página de faturas, o botão Criar relatório no chat de IA abre um menu com os relatórios mais pedidos. Escolhes o período, carregas no relatório e o Assistente Fiscal entrega-o no chat.
Há o mapa de vendas por cliente, com e sem IVA, o resumo mensal, o mapa de IVA por mês e taxa, as vendas por artigo, as faturas por receber e a conta corrente de um cliente, em PDF. Há a lista de faturas em Excel, e o comprovativo de rendimentos de agosto ganhou aqui um atalho. E podes descarregar os PDFs originais das faturas do período num só arquivo, até 100 ficheiros.
Como o relatório nasce numa conversa, ajustá-lo é só pedir: outro período, só um cliente, mais detalhe. Os relatórios contam para o teu limite de utilização do Assistente Fiscal, que faz parte dos planos pagos.
Liga o FIZ ao Claude ou ao ChatGPT, sem chaves nem código
Em junho publicámos uma skill que ligava o Claude ou o ChatGPT à API da FIZ, para quem não tinha medo de uma chave de API. Em setembro chegou o caminho para toda a gente: um conector oficial. Copias um endereço em Configurações → Integrações → Aplicações ligadas, colas no Claude (web, desktop ou telemóvel), no ChatGPT ou no Claude Code e entras com a tua conta FIZ.
Depois é só perguntar em linguagem normal. Por exemplo, «a minha empresa no FIZ está pronta para emitir faturas?». O Claude pede-te autorização para consultar o FIZ e responde com o que falta, verificação a verificação.
Quem decide o que o assistente pode fazer és tu. Ao ligar, escolhes a empresa e as permissões: consultar faturas e clientes, criar rascunhos, ler os movimentos bancários e as despesas. Emitir documentos fiscais é uma permissão à parte, e mesmo com ela o assistente pede-te confirmação para cada documento. As aplicações ligadas ficam listadas no FIZ, com a última utilização, e desligas qualquer uma com um clique. Funciona nos planos pagos.
Para quem programa, a API pública ganhou pro formas, faturas recorrentes e a data de emissão definida por ti, e já podes registar a tua própria aplicação para produção, com revisão da FIZ.
Talões: do navegador ao telemóvel
Em agosto a impressão de talões funcionava a partir do navegador e ficámos de trazer o iPhone. Já está: na aplicação, em Configurações → Impressora de recibos, ligas uma impressora Bluetooth (no iPhone e no Android) ou de rede, escolhes a largura do papel e fazes uma impressão de teste. Daí em diante, cada documento mostra «Imprimir talão na impressora POS». Os terminais SUNMI com impressora incorporada também funcionam.
Há ainda um tipo de talão novo: o modelo não fiscal. É uma cópia de uma fatura já emitida, sem preços nem IVA, como um talão de troca ou de oferta. Desenhas o modelo no editor, em rolo de 80 mm ou 58 mm, e imprimes a partir da página do documento. Nunca substitui a fatura e não é enviado por email.

Para quem cobra com ifthenpay, as definições aceitam agora também a chave MB WAY e a chave Payshop, ao lado do Multibanco. Os modelos de documento e o ifthenpay fazem parte dos planos pagos.
Para contabilistas: todos os clientes num só ecrã
Se és contabilista certificado, o FIZ tem agora uma conta pensada para ti. Registas-te como contabilista, confirmas a cédula, que verificamos à mão na lista da Ordem, e abre-se o portefólio: todos os teus clientes num só ecrã, com os prazos e os alertas de cada um.
O acesso é decidido pelo cliente. Pode dar-te acesso só para consulta ou para gerir, que inclui emitir documentos e preparar e entregar as declarações. O que é da conta e não da contabilidade, como a subscrição, a equipa ou a ligação ao banco, fica sempre fora do teu alcance. E o plano do gabinete é grátis: Prime, ou MAX se o gabinete for uma sociedade.
Se o teu contabilista ainda não usa o FIZ, mostra-lhe esta página.
Na app: novo ecrã inicial e o calendário igual ao da web
A versão 4.16 mudou a forma como abres a aplicação. Os cinco separadores estão sempre à vista: Home, Faturação, Finanças, IA fiscal e Mais. O ecrã inicial foi refeito, com os números do momento em blocos, avisos arrumados num só lugar e a pergunta ao assistente logo no topo. O calendário fiscal ficou igual ao da web, incluindo as obrigações das empresas, e o chat de apoio do FIZ chegou ao telemóvel.
A 4.17 trouxe o calendário redesenhado e a impressão do modelo não fiscal a partir do menu de cada documento.
A tua conta, o apoio e outras melhorias
O titular da conta pode agora eliminá-la sozinho, na Zona de perigo, sem ter de nos escrever.
Desde 18 de setembro, o apoio passa todo pelo chat do FIZ. Escolhes o tema logo à entrada, vês o histórico das conversas e fechas tu a conversa quando o assunto está resolvido.
Quem recebe pagamentos pelo Stripe tem mais uma fonte de faturação automática, nos planos pagos. Além dos pagamentos do Checkout, as faturas Stripe pagas de uma só vez passam a chegar ao FIZ como rascunho de Fatura-Recibo, para reveres antes de emitir. Fica ativo quando ligas a faturação automática a partir de agora; se já a tinhas ligada, pede-nos no chat para ativar esta fonte.
E ainda: as faturas recorrentes podem sair no último dia do mês, podes ver o PDF exatamente como foi enviado ao cliente, e o período de teste só começa a contar com a primeira fatura ou declaração.
Se há algo que gostavas de ver no FIZ, ou se encontraste um problema, escreve-nos pelo chat dentro da aplicação. Lemos tudo.
Obrigado por usares o FIZ.