Em maio prometemos voltar à faturação e à app móvel — e junho foi mesmo isso. O destaque do mês é grande: passas a receber pagamentos com cartão diretamente no telemóvel, sem terminal e sem hardware. A par disso, abrimos a API pública com uma nova cara e uma skill de IA, fechámos a época de IRS com os casos mais difíceis resolvidos, e remodelámos as Finanças. Aqui fica tudo.
Recebe com cartão, só com o telemóvel
Até agora, quem trabalha por conta própria e queria receber com cartão presencialmente precisava de um terminal, um contrato e taxas à parte. A partir de junho, o cliente aproxima o cartão do teu telemóvel e está pago. É o Tap to Pay, que usa o NFC do telefone: nenhum terminal, nenhum leitor, nada de hardware para comprar. Funciona no iPhone e no Android.
Compões o valor a cobrar — escreves um montante ou juntas os teus artigos — e o cliente encosta o cartão ou o telefone. Feito o pagamento, o FIZ emite logo a Fatura-Recibo: recebes e faturas no mesmo gesto, e o cliente e o CAE podes preenchê-los agora ou depois. Se o cartão não colaborar, mostras um QR e o cliente paga à mesma.
O ecrã de resultado é um simples “Pagamento recebido”, e se precisares de devolver um pagamento fazes isso no próprio fluxo, sem sair para lado nenhum.
No iPhone precisas de um modelo XS ou posterior com iOS 16.4 ou posterior; no Android basta teres o NFC ligado.
Descarregar a app → · Google Play →
Configurar os pagamentos e receber o dinheiro
Por trás do Tap to Pay está a ligação ao Stripe, e em junho tornámos essa configuração simples de fazer a partir do telemóvel. Fazes a ativação da conta e envias os documentos de identificação (podes carregar um PDF ou uma foto) sem sair da app, com a verificação de identidade a acontecer por um link seguro do Stripe.
Depois é só gerir o resto num sítio: defines o IBAN e a periodicidade dos pagamentos (payouts) no mesmo painel, ligas cada transação à fatura correspondente, e passas a poder cobrar uma proposta com um link de pagamento reutilizável — envias o link e o cliente paga online. E se precisares de reembolsar um pagamento, indicas o motivo e está feito.
A API pública da FIZ — nova cara, novos métodos e uma skill de IA
Se ligas o FIZ à tua loja, ao teu software ou a uma plataforma, junho trouxe-te três coisas.
A documentação em api.fiz.co foi renovada: página bilingue (português e inglês), mais clara e agora indexada para apareceres nas pesquisas quando procuras como emitir faturas em Portugal por API.

Há novos métodos: passas a poder criar uma nota de crédito, anular uma fatura e escolher a série ao emitir — tudo pela API, a juntar-se à emissão de faturas, clientes e artigos que já existiam. As faturas são criadas como rascunho e só são comunicadas à AT no momento da emissão, por isso podes validar tudo (e até gerar o PDF) antes de emitir. E passas também a ler as tuas ligações bancárias e os movimentos das Finanças pela API, para levares os dados para a tua própria contabilidade.
E abrimos em código aberto uma skill de IA que liga o Claude ou o ChatGPT à API da FIZ. Dizes, por exemplo, “emite ao João uma fatura de 10 horas de consultoria” e o assistente trata do resto — com conhecimento da fiscalidade portuguesa: taxas de IVA, motivos de isenção, validação de NIF e uma confirmação obrigatória antes do passo irreversível de emitir.
Obter a minha chave da API → · Ver a skill no GitHub →
Sabe se o teu email chegou ao cliente
Enviaste a fatura por email — mas chegou? A partir de junho, cada documento mostra o estado de entrega na sua página: Enviado, Entregue ou Não entregue. Deixas de ficar na dúvida se o cliente recebeu ou se o email caiu no spam.

E se algo correu mal, reenvias num clique — a partir da mesma página, sem teres de voltar a começar.
IRS — a reta final
Junho foi o mês do prazo: a entrega do IRS fechou a 30 de junho. Ao longo do mês fomos resolvendo os casos que faziam as pessoas encravar mesmo em cima da data.
O assistente passou a tratar de criptomoedas (com uma pergunta própria e o passo do Anexo G para os ganhos isentos de longo prazo), das mais-valias imobiliárias (Anexo G) e dos rendimentos estrangeiros (Anexo J, com os ficheiros do teu banco/corretora).

Na simulação, passas a ver a opção pelo englobamento e uma comparação entre regimes — normal, RNH e IFICI — e uma matriz que compara o resultado para cada um dos cônjuges, para escolheres o cenário que fica mais em conta.
Pelo caminho ficou também mais robusto: passo de residência com data, seletor do domicílio fiscal com os códigos da AT, apoio ao 2FA ao entrares no Portal, e o descarregamento do comprovativo (PDF) da Segurança Social.
Finanças, com uma mesa de trabalho renovada
Em maio abrimos as Finanças a toda a gente. Em junho remodelámos a mesa de trabalho onde tratas do dia a dia, e trouxemos coisas que faltavam:
- Contrapartes, pela primeira vez. Os teus clientes e fornecedores num só sítio, com quem te deve o quê nas vendas e nas compras — e podes juntar duplicados da mesma pessoa.
- Retenção na fonte, agora contabilizada. O imposto retido passa a ser tido em conta, lido dos próprios documentos ou registado à mão.
- Tudo em euros. Os documentos em moeda estrangeira aparecem automaticamente com o equivalente em euros, convertidos pelas taxas do Banco Central Europeu.
- Categorias SNC. Uma árvore pelo plano de contas SNC, com as tuas próprias categorias e subcontas.
- Regras aplicadas ao histórico. As regras deixaram de valer só daqui para a frente — aplicam-se também às operações que já existem, com uma pré-visualização de quantas vão ser afetadas antes de confirmares.
- Painel de saúde financeira. A tua posição de IVA e o estado da conciliação num só ecrã.
As funcionalidades avançadas estão nos planos pagos.
Mais umas melhorias
- Histórico de pagamentos. Uma página nova com todos os teus pagamentos e compras avulsas, agrupados por mês.
- Tipos de letra nos modelos de PDF. O editor de modelos passou a deixar-te escolher a fonte.
O que vem a seguir
Com os pagamentos no telemóvel a andar, vamos continuar a melhorar a app e a faturação. Se há algo que gostavas de ver, ou se encontraste um problema, escreve-nos pelo chat dentro da aplicação. Lemos tudo.
Obrigado por usares o FIZ.