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O que há de novo no FIZ — julho 2026

As notificações da AT passam a chegar ao FIZ: divergências, prazos e coimas num só sítio, sem entrares no Portal. Mais o novo arranque em três passos, o portal para quem recebe as tuas faturas e o débito direto SEPA.

Entrar no Portal das Finanças de vez em quando, à espera de não encontrar nada. É o que quase toda a gente que trabalha por conta própria faz, e é uma péssima forma de saber se está tudo bem. Julho foi o mês em que deixámos de te pedir isso: as notificações da AT passam a chegar ao FIZ, traduzidas para linguagem normal e com o que fazer a seguir. Também refizemos o arranque da conta, demos um destino às faturas depois de as enviares e passaste a poder pagar o FIZ por débito direto.

As notificações da AT, sem entrares no Portal

Até agora, tudo o que a AT te dizia ficava do lado de lá. Divergências entre o que declaraste e o que está no e-Fatura, prazos de IUC, avisos de liquidação. Para saberes, tinhas de ir procurar. A partir de julho o FIZ lê essas notificações por ti e mostra-as numa página só.

Página de notificações da AT no FIZ, com os avisos agrupados por assunto (IUC, IRS e Divergências), cada um com o prazo e o que fazer a seguir

Não é um despejo do que está no Portal. Cada aviso é classificado por assunto e agrupado, e ao lado tens uma coluna «O que fazer» escrita em português corrente: «Abra a divergência no Portal das Finanças e regularize ou justifique.» Do texto extraímos o que interessa (valor, período, número do processo, infração) e calculamos o prazo, que aparece numa etiqueta e fica vermelha quando já passou.

Ruído na AT há muito, e passámos o mês a filtrá-lo. Avisos repetidos sobre a mesma entrega ficam dobrados num só, os duplicados têm um filtro à parte, e os veredictos das declarações vão para o grupo do IRS em vez de andarem à solta. Na barra lateral há um sino com o número de não lidas.

Uma ressalva: para carregar as notificações oficiais é preciso a conta principal da AT, não um subutilizador. A palavra-passe fica guardada encriptada e serve apenas para ler.

Ver as minhas notificações →

Um arranque que já sabe quem tu és

Refizemos o primeiro dia no FIZ. Em vez de um formulário à espera que o preenchas, o arranque tem agora três passos: ligação, importação e análise. Ligas a AT uma vez e o FIZ vai buscar o resto.

Ecrã de boas-vindas do FIZ com os três passos (Ligação, Importação e Análise), o campo do NIF já preenchido e a coluna que explica o que vai acontecer

Preenchemos o perfil por ti, com os regimes de IVA e de IRS, o CAE e a data de início de atividade. Importamos o histórico: declarações de todos os anos, alertas, prazos, divergências. E no fim fazemos uma análise do negócio com passos concretos, como faria um contabilista na primeira reunião. Durante a importação vês uma barra que anda de verdade, com o passo do histórico de atividade à vista.

A análise diz o que sabe e o que não sabe. Quando só conseguimos ver parte dos dados, dizemo-lo em vez de fingir um diagnóstico completo, e há uma secção à parte com o que ficou por analisar. As coimas que já pagaste deixaram de aparecer como problema: passam a uma linha a dizer que está tratado.

Esteve fechado a uma parte dos utilizadores durante o mês e abriu a toda a gente a 28 de julho.

A fatura deixa de se perder depois de enviada

O que acontece à fatura depois de sair daqui era, até agora, um ponto cego. Em julho tratámos das duas pontas.

Do teu lado, passas a ver o que aconteceu ao email. A lista de faturas mostra o estado de entrega ao lado de cada documento: dois visos quando o cliente abriu, um visto quando saiu daqui, e um envelope vermelho quando não chegou.

Lista de faturas no FIZ com o estado de entrega junto a cada linha: dois visos numa fatura aberta pelo cliente, um envelope vermelho numa que não chegou, e um visto simples numa que foi enviada

Cada documento guarda também o histórico de todos os envios, não apenas do último, com a linha de quem viu e quando. As falhas explicam-se a si próprias em vez de despejarem o erro técnico do servidor, e podes indicar vários emails para o mesmo cliente, também na aplicação móvel.

Do lado de lá, quem recebe passa a ter onde guardar tudo. A partir do documento que partilhaste, o teu cliente regista-se num só ecrã e fica com as faturas recebidas reunidas, um painel com o que anda a gastar e o histórico de quem viu o quê. As propostas comerciais aparecem na mesma lista.

O portal de quem recebe faturas no FIZ: a lista de faturas emitidas para o seu NIF, com emitente, número, data, IVA e total, mais os filtros por documento, emitente e datas

Repara no aviso azul: quando há faturas no teu NIF que ainda não foram sincronizadas com a AT, dizemos quantas são em vez de fingir que a lista está completa.

Finanças: as despesas do e-Fatura, arrumadas para quem trabalha sozinho

As Finanças estavam pensadas sobretudo para empresas. Em julho viraram-se para quem trabalha por conta própria, e a mudança que mais se nota é simples: as categorias das faturas recebidas do e-Fatura passaram a aparecer também nas Finanças, na secção de documentos.

Até agora as despesas do e-Fatura viviam num sítio e os documentos das Finanças noutro. Agora, por cima da lista de documentos, tens três cartões — Sem categoria, Negócio e Pessoal — com a contagem e o valor de cada grupo. São os mesmos grupos e as mesmas palavras da secção de despesas, e clicar num deles filtra a lista. Deixa de haver dois sítios com duas verdades sobre a mesma fatura.

Por trás disto está a afetação: decidir, em cada despesa, o que é negócio, o que é pessoal e em que proporção. A classificação passou a ser pela categoria primeiro — escolhes a categoria do catálogo e, se ela só servir para um fim, a afetação fica marcada sozinha à tua frente; se for de uso misto, decides tu. As categorias pessoais deixaram de ser inventadas por nós: são as opções de âmbito de aquisição do próprio Portal da AT, identificadas pelo setor do e-Fatura. O NIF do fornecedor procura-o no registo, e o CAE dele reduz a lista às categorias que fazem sentido. Para quem está isento de IVA, o pessoal fica por omissão.

Ao lado disto, o resto do mês nas Finanças:

  • No topo há agora uma barra com o próximo passo e o estado da tua saúde financeira. O botão «Perguntar à IA» abre o chat na própria página, já com o contexto lá dentro, e encolhe para uma bolha enquanto o assistente trabalha.
  • O menu «+ Documento» passou a aceitar ficheiros do Google Drive e da Dropbox. Passam pelo mesmo caminho do arrastar-e-largar, e não guardamos acessos à tua nuvem.
  • Receber documentos por email deixou de ser só para empresas. O endereço de reencaminhamento e o respetivo histórico vivem agora no menu «+ Documento», para qualquer conta com dados verificados.
  • Nas faturas emitidas escolhes como o dinheiro entrou: numerário, banco ou processador de pagamentos. Há uma quarta opção honesta, ainda não pago, que fica por omissão até o recibo aparecer.
  • O Imposto do Selo passou a ter linha própria e deixou de ser somado ao IVA, onde nunca teve nada que fazer.

Abrir as Finanças →

Faturas automáticas a partir dos pagamentos Stripe

Se recebes pelo Stripe, o FIZ passa a poder preparar a Fatura-Recibo sozinho a cada pagamento. Ligas nas definições de pagamentos e escolhes uma vez a taxa de IVA, o motivo de isenção (a lista de códigos M vem validada do servidor), o tipo de artigo, o CAE e a descrição da linha. Depois disso, cada pagamento chega já com o documento montado.

Uma nota sobre o alcance, porque é fiscalmente importante. Só entram os pagamentos elegíveis do Checkout: em euros, sem Stripe Tax nem portes. Vendas a clientes estrangeiros são tratadas como B2C com IVA português, e a autoliquidação em B2B, o OSS e as exportações à taxa zero não são aplicados automaticamente. Se o teu caso é um destes, fala connosco antes de ligares isto.

Configurar as faturas automáticas →

Pagar o FIZ por débito direto

A subscrição passou a poder ser paga por débito direto SEPA, através da GoCardless. Autorizas uma vez e deixas de tratar do assunto. Antes de saíres do FIZ dizemos-te claramente para onde vais e quem trata do pagamento.

Está disponível nos dois períodos, trimestral e anual, a par do cartão e do MB WAY. As empresas não veem MB WAY, que é uma carteira de consumidor, e pagam por cartão ou débito direto. Ficou aberto a toda a gente a 31 de julho.

Ver os meus planos →

Uma função para quem só passa faturas

Se tens equipa, passaste a poder dar acesso só à faturação. Quem tem esta função vê a faturação e mais nada. O assistente de IA, as indicações e quase todas as definições desaparecem, e os valores de faturação ficam escondidos. Serve para quem anda no terreno e só precisa de emitir.

Por baixo, ficou construído para falhar do lado seguro: enquanto o acesso não está confirmado, as secções fechadas ficam fechadas, em vez de piscarem à frente de quem não devia vê-las.

Na aplicação: quanto custa mesmo receber com cartão

Em junho lançámos o Tap to Pay. Em julho fomos tratar da parte que ninguém gosta de explicar: quanto é que aquilo te fica a custar.

Passas a ver a taxa exata, por canal e por plano, num painel com as contas todas. Fica assim para cartões europeus:

PlanoTap to PayLink de pagamento
Gratuito2,9%2,9%
FIZ Auto · FIZ PRO1,9%2,4%
FIZ Prime · FIZ MAX1,4%1,9%

(O FIZ PRO e o FIZ MAX são os planos das empresas; o Auto e o Prime são os de quem trabalha por conta própria.)

A estes valores junta-se uma parte fixa que passou a seguir o canal: 0,20 € no Tap to Pay e 0,25 € num link, que é exatamente o que a Stripe nos cobra em cada um.

Cartões de fora do Espaço Económico Europeu ficam nos 2,9% em qualquer plano. A razão é simples: em presencial custam-nos perto de 2,9%, contra os cerca de 1,4% de um cartão europeu — até julho o preço europeu andava a subsidiar o cartão de cada turista. Nos pagamentos online a diferença é ainda maior, e por isso preferimos bloquear o cartão não-europeu a cobrar-te uma sobretaxa por ele.

Não é uma mudança bonita de mostrar, mas é a diferença entre saberes o que ganhas e descobrires depois.

O resto do mês no telemóvel: nos pagamentos recebidos apareceu a linha «pendente», com a explicação de que a primeira transferência demora 7 a 14 dias — era a pergunta que mais nos chegava ao chat. Depois de um pagamento com Tap to Pay, saltar o passo seguinte leva-te agora ao painel de pagamentos em vez de te deixar no vazio. E as horas dos pagamentos passaram a aparecer no teu fuso, não no do servidor.

Três versões em julho, a 4.10, a 4.11 e a 4.12. Pelo caminho, o separador Finanças passou a abrir dentro da aplicação (ligas o banco, anexas ficheiros e descarregas sem sair), e as indicações ficaram nativas, com as duas formas de ganhar: mês grátis, ou o amigo paga o IRS.

Descarregar a app → · Google Play →

Mais umas melhorias

  • A barra lateral ficou arrumada: as declarações e a faturação agrupadas, e o seletor de idioma mais compacto.
  • Na API pública passas a poder registar um pagamento numa fatura emitida e receber o recibo que ele cria. Juntam-se as guias de transporte e o cálculo de IVA.
  • A dispensa de retenção (artigo 101.º-B) passa a sair impressa na fatura.

O que vem a seguir

Com as notificações da AT a chegar ao FIZ, o passo seguinte é o que já estás a pensar: deixar de te avisar e começar a tratar. Andamos nisso. Se há algo que gostavas de ver, ou se encontraste um problema, escreve-nos pelo chat dentro da aplicação. Lemos tudo.

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